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A ORIGEM DO PÉ DE MOLEQUE

O Pé de Moleque com mel de abelhas, havia chegado à Europa na Alta Idade Média, trazido pelos árabes em suas incursões à Península Itálica e à Península Ibérica. Dessa invenção árabe se originaram, antes do nosso doce, de "mel de cana ("rapaDURA", Brasileira)", o similar português de mel de abelhas, o “nogat” (nome que veio do francês), o "nougat" francês de Montélimar no Vale do Ródano "turrón" de Alicante, Valência, de Toledo, de Castuera (na Estremadura), o italiano "torrone" de Cremona, Alba Siena, Benevento, o siciliano "ciubatta" e ainda o indiano "chikki", que foi levado para o oriente pelos portugueses no início do século XVI.

Variações no Brasil O pé de moleque surgiu em meados do século XVI com a chegada da cana de açúcar à Capitania de São Vicente, trazida pelo navegante Martin Afonso de Souza. O pé de moleque é extremamente popular no Brasil. A cidade de Piranguinho no sul do estado de Minas Gerais é famosa pela produção artesanal do tradicional pé de moleque mineiro, a qual tem como lema ser a capital nacional do pé de moleque. Piranguinho ainda tem se destacado no cenário nacional, através festa do maior pé de moleque do mundo, que já faz parte do calendário cultural de festividades do município.

Nas regiões sul e sudeste do Brasil, o pé de moleque é um doce bastante relacionado às culturas caipira "QUEBRA DENTES" e na versão açoriana com mel de abelhas, mais delicado, e também mais caro, devido ao preço do mel de abelhas, e se relaciona ao pé de um moleque. Em outras regiões do Brasil, o doce sofre variações, com mistura da GARAPA AO MEL DE ABELHAS, nos ingredientes de sua fórmula. Na região nordeste do Brasil, em estados como Pernambuco e Alagoas, o pé de moleque é um bolo que faz parte da culinária junina, sempre que possível triturado ou servido na forma líquida, devido a GARAPA, ele também pode ser feito na base de massa de macaxeira acrescido de outros ingredientes como café, castanha, cravo, erva-doce entre outros, sempre com o objetivo de quebrar a resistência da GARAPA.

Este pé de moleque é preparado com massa puba (massa de macaxeira que passou pelo processo de fermentação), açúcar, ovos, manteiga ou margarina, coco ralado e leite.

Após serem misturados todos os ingredientes, a massa é colocada em porções geralmente ao comprido e enrolada na folha verde da bananeira, e em seguida é assada no forno.

Finalmente, deve ser diferenciado de outros doces similares, mas que não usam os mesmos ingredientes ou métodos tradicionais como a paçoca doce (que não é cozida), o gibi, o doce de leite com amendoim, o pé de moleque branco (que utiliza bicarbonato de sódio), etc.

A FABRICAÇÃO tradicional do doce se dá através da mistura de amendoins torrados e moídos que são posteriormente misturados a uma rapadura previamente derretida, com o cuidado de quebrar a garapa, que tem a dureza do açúcar cristalizado, dai o nome antigo de "quebra queixo" ou "quebra dentes", quando era fabricado artesanalmente, por vendedores ambulantes. A mistura é lentamente batida em fogo brando até atingir o ponto prévio à quebra da chamada cristalização e rapidamente a mistura deve ser distribuída sobre uma superfície lisa e fria de pedra. A utilização de um tacho de cobre é desejável. Depois de resfriado o doce adquire a consistência macia que é característica do processo tradicional por incorporar o óleo do próprio amendoim macerado. Alguns grãos inteiros podem ser acrescentados à mistura, com o fim de quebrar a resistência do cristal, que costuma ficar muito duro, próximo da dureza da pedra de açúcar de cana, muito duro.

Tal processo artesanal foi posteriormente substituído por outros similares, mais simples, ao se misturar o açúcar derretido com os amendoins torrados de modo a obter um pé de moleque bastante crocante e não - rígido (igualmente popular, o rígido é o "quebra queixo ou quebra dentes"). Assim se pôde manufaturar o doce em maior escala mantendo um padrão industrial, e a satisfação do consumidor.

INDUSTRIALIZAÇÃO E PRODUÇÃO

Atualmente no mercado existe linha de processo capaz de aumentar significativamente a produção e a qualidade final dos produtos (pé de moleque). O processo inicial para produção de pé de moleque permanece o mesmo, é feito a quantificação de ingredientes em tacho misturador/cozinhador, com cozimento e manipulação. Depois de cozidos, a massa é colocada na linha de processo composta por: esteira transportadora, laminador, calibrador, ventiladores, facas rotativas para o corte longitudinal e guilhotina para o corte transversal, podendo o dimensional ser variado conforme desejado.

Princípio de Funcionamento da Linha Formadora para Doce de Pedra (Pé de Moleque)

Linha Pe Moleque